Com a iniciativa, 380 pessoas
aprendem uma profissão e aumentam a renda familiar
O
Projeto Transformação, coordenado pela atleta Maria
Cristina Coelho que trabalha na Secretaria de Educação,
atende a 350 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos
carentes, da comunidade Morada das Rosas, no distrito de Bulhões,
em Resende. Outras 30 adolescentes são beneficiadas no
bairro Cabral. O projeto promove diversas ações
sociais que melhoram a vida desses cidadãos. Todos aprendem
uma profissão e aumentam a renda familiar. Uma das atividades
do projeto é o atletismo, da qual Cristina é a responsável
por ensinar a corrida às crianças dos bairros Cabral,
Vicentina, Liberdade, Paraíso e Cidade Alegria, além
de Bulhões. Tudo pode começar como uma brincadeira,
mas ela ensina aos jovens que eles podem viver do esporte. Para
participarem desta atividade, as crianças devem se comprometer
com o estudo, ter disciplina nos treinos e conviver bem com a
família e toda a comunidade.O 4º Evento Sopa no Pão
realizado pela CDL Jovem de Resende ajudou a comprar uniforme
de atletismo para 35 crianças carentes que participam do
projeto. O evento ocorreu na sede da CDL, dia 21 junho e reuniu
230 pessoas.
Além das crianças, toda a comunidade se beneficia
do projeto. Ano passado, a CDL e a prefeitura de Resende ajudaram
na criação de uma horta comunitária na Morada
das Rosas. A intenção é de que os alimentos
que não forem consumidos pelos moradores sejam vendidos
e o dinheiro, revertido para toda a comunidade. A coordenadora
do projeto também tem planos para implantar a piscicultura
e arborizar toda a comunidade. Para isso, ela conta com a parceria
da prefeitura e da Emater, entretanto ainda busca parcerias com
empresários da região.
As
mulheres da Morada das Rosas também terão em breve
uma nova fonte de renda: a fabricação de biscoito.
E outra forma de capacitação é o artesanato
realizado por adolescentes carentes do bairro Cabral. Tanto as
artesãs quanto as cozinheiras serão responsáveis
por gerenciar os negócios. A coordenadora ensinará
como saber o melhor valor de cada material e colocar preço
nos produtos. Para aprimorar ainda mais a ação,
Cristina pretende ir à favela da Rocinha, onde é
realizado um projeto parecido.
Além da geração de renda e da preocupação
com o meio ambiente, a coordenadora pretende levar mais informação
e cultura à comunidade atendida pelo projeto, com a criação
de uma biblioteca na Escola Luis Pistarini.O objetivo é
arrecadar livros, revistas e jornais para que os alunos e toda
a comunidade possam ter acesso. A diretora Ana Paula Florenzano,
que apóia a proposta, faria um sistema de cadastro e ficaria
encarregada de monitorar o empréstimo e a devolução
do material.
A meta de Cristina, que desenvolve o projeto sozinha, apenas com
a ajuda fixa de cinco colaboradores, é de ampliar a iniciativa
e fazer com que ela se torne um exemplo para outras comunidades.
Ela se recorda que muitas crianças que começaram
a participar das ações estavam no caminho da criminalidade,
porém hoje são referência para outros jovens.
“Esse
projeto não tem nada a ver com religião ou política;
é para gerar renda e melhorar a qualidade de vida dos moradores.
Quero que eles acreditem neles mesmos, cresçam profissionalmente
e sejam cidadãos sabendo cobrar e exercer os seus direitos”,
conclui.
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