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Como escolher um bom contador?
 
Atualização e capacitação contínua são pré-requisitos aos quais o empregador deve estar atento

Você está abrindo uma empresa e ainda não tem um contador para cuidar das finanças? Ou possui um profissional na sua empresa que só lhe cobra no final do mês, porém não o orienta? Pois saiba como escolher um bom profissional de contabilidade e não se preocupar tanto com a burocracia, se concentrando em seu principal objetivo: vender.

Primeiro o básico. O profissional de contabilidade deve ser formado em Ciências Contábeis ou ser Técnico em Contabilidade e é recomendável que tenha de três a cinco anos de experiência pelo menos. Ele ainda deve ter conhecimentos das Leis Trabalhistas, tributação, legislação fiscal e se informar por meio de boletins e outras publicações específicas de contabilidade.

Para a contadora e mestre em Ciências Contábeis, Rosângela Santos, há mais dois pontos básicos que se deve verificar pelo currículo e na hora da entrevista para se contratar um bom contador: atualização e capacitação. “A legislação muda constantemente. E os contadores não podem apenas ler os informativos do Fisco, devem se reciclar e continuar estudando sempre”, explica.

´ Rosângela informa que os Conselhos Regionais de Contabilidade promovem vários cursos gratuitos aos profissionais de contabilidade para que eles possam se capacitar e se atualizar. “São muito poucos os profissionais que se reciclam. A maioria que participa desses cursos são alunos de contabilidade, ávidos por conhecimento”, conta Rosângela de acordo com a experiência que tem como Coordenadora do Curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM). Se o profissional que você pretende contratar participa de palestras, continua estudando, faz cursos e especializações já é um ótimo começo. Rosângela aponta outra deficiência de alguns profissionais de contabilidade.

“Hoje, os contadores estão muito mais preocupados em atender ao Fisco do que às próprias empresas”, revela. Ela explica que os profissionais de contabilidade devem ficar atentos, porque a partir de 2009, as empresas e o comércio começarão a adaptar-se ao controle de todas as finanças pela internet. De acordo com Rosângela, será o fim da papelada e, mais importante, a intenção é acabar com a sonegação. O contador, portanto, não poderá ser apenas aquele que cumpre os prazos da Secretaria de Fazenda e Previdência. Segundo Rosângela, o contador deve se voltar para dentro da empresa, realmente gerenciando o negócio. Esse profissional deve evidenciar a situação real da empresa, trabalhando de forma legal para o Fisco e também orientando o lojista sobre as finanças e sobre a legislação fiscal. O consultor contábil José Garcia chama atenção para outra questão.
“Muitos comerciantes não fornecem todas as informações necessárias para o contador e sem elas nós não podemos trabalhar. Muitos encaram a contabilidade como um mal necessário, mas ela também traz diversos benefícios”, afirma.

A contabilidade por ser considerada por muitos um mal necessário, mas não deve ser encarada como vilã.
“O papel do comerciante é vender, lucrar e negociar, além de registrar o movimento diário dos negócios. E o do contador é registrar compras, vendas, aplicações financeiras e pagamentos, além de lidar com toda a burocracia. É um trabalho de ajuda mútua. Gerenciando melhor a empresa, o contador ajuda o comerciante a obter lucros, a economizar nas despesas e a controlar as suas reservas de capital e estoque”, conclui José Garcia.

Boa sorte na escolha de seu contador.

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